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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Segunda Parte: Os Amigos de Jó Debatem com Ele Lição 3

  O primeiro discurso de Zofar (11:1 - 14:22)


I. O primeiro discurso de Zofar (11:1-20)

A. Zofar começa seu discurso repreendendo asperamente Jó por sua impertinência (pelo menos como Zofar a vê) - ( vs. 1-6).

1. Ele se vale de diversas perguntas para sugerir que Jó não deve pensar que silenciou os outros com sua má vontade em aceitar os argumentos deles (vs. 1-3).

2. Zofar exprime seu desejo de que Deus na verdade confrontasse Jó. Ele acredita que Jó acharia que Deus realmente está castigando-o menos do que merece (vs. 4-6)!

B. Zofar ressalta a inescrutabilidade dos caminhos de Deus (vs. 7-12).

1. A sabedoria de Deus é muito elevada para o homem e seu poder é irresistível (vs. 7-10).

2. Deus é capaz de reconhecer o pecado nos homens mesmo se eles próprios forem incapazes de vê-lo. Para demonstrar a possibilidade de homens como Jó se tornarem sábios (talvez para seu próprio pecado?), Zofar sugere que tal evento é tão provável como um jegue dar nascimento a um homem (vs. 11-12).

C. Zofar termina seu discurso de modo semelhante a Elifaz e Bildade (vs. 13-20).

1. Ele admoesta Jó a se arrepender e fala das bênçãos disponíveis para Jó no arrependimento.

2. Zofar realmente descreve o arrependimento e seus frutos muito bem mesmo.

a. "Se dispuseres o coração..." (v. 13) - o arrependimento é literalmente uma mudança de vontade.

b. "...e estenderes as mãos para Deus" (v. 13) - talvez o primeiro fruto que o arrependimento produza seja a confissão do pecado diante de Deus e a busca do perdão.

c. "...se lançares para longe a iniquidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça" (v. 14) - outra conseqüência do arrependimento é a reforma da conduta.

II. A réplica de Jó a Zofar e seus outros dois amigos (12:1 - 13:19)

A. Jó evidentemente começa sua réplica com uma boa dose de sarcasmo (vs. 1-12).

1. Ele observa que, ainda que eles possam pensar que são os únicos que têm alguma sabedoria, ele também sabe as coisas que eles sugeriram (vs. 1-3).

2. Ele, contudo, chama a atenção deles para a realidade de que a teoria deles não se ajusta aos fatos (vs. 4-6).

a. Aqueles que estão seguros têm tendência a agirem de modo condescendente para com o desafortunado, aquele que está sofrendo (vs. 5).

b. Conquanto Jó seja justo, seus amigos zombam dele e ainda "as tendas dos tiranos gozam paz" (12:6). O uso que Jó faz da palavra "seguro" no versículo 6 pode ser uma referência ao comentário de Zofar em 11:18.

3. Jó continua seu sarcasmo, observando que a sabedoria de seus amigos é possuída até pelos animais (vs. 7-12). Ele não parece estar depreciando a sabedoria dos amigos, mas antes sugere que eles não precisam ensinar-lhe o que é universalmente sabido.

B. Jó faz uma descrição do poder divino (vs. 13-25). Ainda que Jó afirme a sabedoria e a prudência de Deus, ele insiste nos atos destrutivos de Deus.

C. Os amigos de Jó são "médicos que não valem nada"; ele deseja falar com o Todo-Poderoso (13:1-19).

1. Lembrando de novo seus amigos que ele tem o mesmo conhecimento que eles possuem, ele os admoesta a ficarem calados (vs. 1-12).

a. Ele testifica que os argumentos deles não têm valor.

b. Ele os repreende por demonstrarem parcialidade em sua defesa dos atos de Deus e sugere que Deus os castigue por isso (vs. 7-11).

c. Os amigos têm mostrado parcialidade para com Deus, assumindo que Jó tinha pecado. Na opinião deles, Jó não poderia ser inocente e ainda sofrer; pois isto sugeriria que Deus era injusto ao afligir Jó. Como Jó, os amigos não parecem reconhecer a existência de Satanás e assim atribuem o sofrimento de Jó a atos de Deus. Ao assumirem a pecaminosidade de Jó, eles tinham respeitado a pessoa de Deus, enquanto se recusavam a aceitar a possível inocência de Jó!

2. Jó pretende defender seu caso diante de Deus sem se importar com as conseqüências (vs. 13-19).

a. Parece que Jó ainda está se dirigindo aos seus amigos, nesta parte.

b. Jó expressa sua confiança em que será justificado.

III. Jó fala a Deus (13:20 - 14:22)

A. Jó faz duas petições em preparação para a defesa de seu caso (vs. 20-22):

1. Uma pausa no seu sofrimento (vs. 21).

2. Que Deus se comunique com ele (vs. 22).

B. Jó pede a Deus que revele seus pecados e expressa perplexidade quanto ao motivo pelo qual Deus o está tratando como um inimigo (vs. 23-27).

C. Jó comenta a brevidade da vida do homem (13:28 - 14:6).

1. Em vista da vida curta do homem, por que o julgamento de Deus é tão rigoroso?

2. Jó pede que Deus desvie dele seus olhos e permita que ele descanse no tempo que sobrou.

D. Jó observa a desesperança do homem (14:7-22).

1. Diferente da árvore que rebrota de suas raízes, mesmo depois de ter sido cortada, o homem morre e "não se levanta" (vs. 7-12)

a. À primeira vista, parece no versículo 12 que Jó não crê numa ressurreição dos mortos. Contudo, Jó está falando, possivelmente, da renovação de sua vida física, neste versículo. Jó está então dizendo que o homem não pode viver outra vida física (observe a ilustração da árvore) como a que ele perdeu, mas que ele não cessa de existir na morte.

b. Parece que Jó tem alguma esperança de uma ressurreição (v. 14).

2. Jó exprime seu desejo de que Deus escondesse-o na sepultura até um tempo em que sua ira passasse e ele voltasse a "lembrar-se" dele.

3. Jó termina seu discurso em desespero (vs. 18-22). Tão certo como a erosão acontece, Deus destrói a esperança do homem.

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